Sexta-feira13, tudo bem, perdeu aquela aura maligna de virus destruidor; mas, para quem não está protegido, ainda pode causar problemas bem desagradáveis. Assim, ou, amanhã, a dita sexta-feira treze, ou não se liga o computador (o que implica em também deixar desligado sábado por causa do chinfrim "sábado-14") ou, antes e depois do dia de uso, passar o antivirus. Dentre esses, a grande alternativa ainda é o hebraico E-SAFE (que pode na instalacao ser configurado para o português). Tem, alem do antivirus, um firewall e uma sand-box mas tão eficaz, tão eficaz, que simplesmente, se ativada, vai querer impedir suas próprias operaçoes "semelhantes a virus", como renomear, dentre outras. É bom sinal. Então, desativa-se a sandbox e deixa o resto fazer seu papel. Quem usa ICQ precisará fazer configuraçoes especiais no Firewall ou o programa de mensagem instantanea nao funciona (outro sinal de eficácia, no caso indesejável, mas ainda um sinal de eficacia). Qualquer bom site de downloads tem, gratuito, cerca de 10 Mg de programa de instalação.
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Imagem do DIAS:
Graças a Deus que hoje é sexta-feira!
Por
Robert_Aguilar
Dica do dia. Dicas de teclas:
Quando se quer visualizar atualizações na página recentemente feitas, a tecla SHIFT, junto a um clique em atualizar/refresh do navegador limpa o cache e permite a imediata visualizaçao da modificação;
Quando várias janelas estão abertas, na maioria dos programas, incluindo os do Office, a tecla SHIFT, junto ao comando fechar, fecha todas. Se o computador está limpo desse vírus (sabe-se passando o antivírus, aliás sempre um bom hábito), SHIFT com o comando Abrir bloqueia os vírus de Macro.
Para se voltar à pagina anterior da navegação, sem o constante o uso do mouse (além de desgatar seu terminal, é um risco constante de LER para a mão e braço, pelas inúmeras e seguidas repetições do movimento), pressiona-se a tecla ALT com a seta à esquerda. Para avançar, ALT e a seta à direita.
Ativando uma pasta no Windows Explorer, o comando * (asterisco) no teclado (numerico, à direita) abre todas as subpastas, economizando um precioso tempo e paciência de abrir cada uma por vez.
Para evitar que as mensagens sejam dadas como lidas, quando mal foram abertas (no modo visualizando a mensagem abaixo) no Outlook Express, Ferramentas, Opçoes, Aba "ler", desativar "marcar como lida depois de..." Para realmente dar como lida, quando realmente foi, teclar CTRL com Enter.
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Existe algo na pesquisa que vai muito além da própria ciência, algo que nenhum método compreende, nem chega a ser mencionado por mestre algum, porque está dentro de nós, não como estudantes, mas simplesmente como aqueles que atravessam para outro reino, almas inflamadas não pelo conhecimento, que incha, mas por aquilo que edifica. A etnologia, por exemplo, passa a ser mais que a ciência de modos de vida humana, torna-se o vivenciá-los como parte do estudo, mas sim transformar a ciência em vida, o saber em sabedoria.
Somos então cheios desse desejo de transcender a empatia. Queremos ver com os olhos do autóctone todas as coisas - os mares e as rochas, as praias e as ilhas; e queremos mais: ver sim com seus olhos e iluminar com isso toda a vida, mas não só - queremos que o outro que vê nos dê também essa verdade que nós fará, a partir do outro, mais nós mesmos, mais felizes. Teremos aí a instrução necessária para nos aperfeiçoamos, para ser enfim mais que mensageiros, ser a própria mensagem.
Para compreender e, ao compreender, sermos levados imediatamente àquilo que nos foi dado compreender, da letra morta à verdadeira vida.
É como a linguagem para o poeta. Não curiosidade ou mero exercício estilístico, mas descobrir que estar aqui é uma dádiva e para vive-la precisamos estar "lá", no Outro, no aborígine, em nós mesmos. Vai e busca sua matéria-prima onde ela está. E ela não está na sala de aula, e ela não está no laboratório, e ela não está no livro, e não está na internet. Como o poeta. Está ali para ver e dizer "mulher", "árvore", "casa", "ponte" - para compreender, pela palavra, as coisas como jamais foram compreendidas anteriormente. Assim o antropólogo em campo.
Recebe a essência do Outro, do selvagem, que passa a ser agente de sua própria amplidão.
Com o fim de repetir experiências para confirmação de hipóteses, o cientista natural se vale dos instrumentos; o etnólogo, ao se dedicar caracteres da cultura dos povos, as relações e sua formação, praticamente inverte o processo. Não pretende a experiência acabada. Está aberto a longos e dramáticos convívios. Aberto a outros valores e outros sistemas sociais e comportamentais. É um trabalho freqüentemente solitário.
Mas como ama esse tempo de solidão! ... Como se desapegou de sua cultura original em nome da ciência sim, mas muito mais em nome de um crescimento interior (que , se legítimo, partilhará)!... O ajustamento exigido o leva longe. Aprende que uma filosofia tem muito mais a ver com ação do que com ideal.
Se o cientista natural ortodoxo podia manipular sua experiência em laboratório, para o autêntico antropólogo, isso lhe estava vedado. Quantas moscas não zumbiram a seu redor enquanto ele as louvava! Faz o seu discurso científico, antes de qualquer coisa, para sua própria alma. Para conhecer cientificamente o mundo, precisa conviver com ele, numa medida em que tudo possa implicar.
Com que fim subjetivo e esperança exatamente nós saímos a campo, não sabemos. Tudo que foi dito anteriormente se anula ao se acomodar e temendo o desconhecido. Talvez seja a aventura, reviver os momentos que, crianças, subíamos nas árvores do pomar e, em meio às frutas, ríamos. Não seria impossível afirmar que é pela emoção.
Mas de tudo o que se pode deduzir de tais afirmações, precisamos resgatar esse extraordinário lado da relação entre pesquisador e pesquisado. Se é o aspecto menos rotineiro do trabalho, é porque sem dúvida se consiste no mais humano. Não só o sono num lugar estranho, entre povos estranhos, mas a noite - a noite em que nossos fantasmas nos visitam e, aproveitando-se do silêncio e da ausência do hábito, sentimos uma alegria que só será visível quando for transformada em sabedoria.
Quer dizer, quando pusermos em prática, na vida, as lições que da vida aprendemos.
Ricardo_Rocha
Nota_Biográfica
Um_Pequeno_Romance